quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Nojo de ti


Traduz tudo isso pra mim Augusto Dos Anjos.


Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,

Escarra nessa boca que te beija.




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Eu Escrevi um Poema Triste"


Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!



Mario Quintana

sábado, 14 de agosto de 2010

We only said goodbye with words
I died a hundred times...

domingo, 1 de agosto de 2010

"Ninguém me canta
como você
Ninguém me encanta
como você
nem me vê
do jeito que só você...
Ninguém diz

Ninguém vê
Ninguém faz
como você
Ninguém me canta

Ninguém me encanta

como você."


Alice Ruiz

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Doenças

Do corpo



"Sorri quando a dor te torturar...




Da alma



E a saudade atormentar."







segunda-feira, 5 de julho de 2010

Traduza-me...



Seus olhos estão perigosamente pousados

sobre mim

como borboleta em flor

cobrindo minha pele em ternuras

suaves como seda

a farfalhar sobre os poros

e os pelos.

Luzes que incendeiam

em sublime música

meu corpo aceso em sede

Sombras sobre minha noite

embalam meu sono

devassando meus sonhos

onde secretamente me assombram

estando fora e sendo dentro

espelhos de amor intenso

e imenso.




Virgínia Schall

sexta-feira, 2 de julho de 2010





"Como te enganas!
Meu amor é chama
Que se alimenta no voraz segredo,
E se te fujo é que te adoro louco...
És bela - eu moço;
tens amor - eu medo!..."
Casimiro de Abreu