segunda-feira, 12 de julho de 2010

Doenças

Do corpo



"Sorri quando a dor te torturar...




Da alma



E a saudade atormentar."







segunda-feira, 5 de julho de 2010

Traduza-me...



Seus olhos estão perigosamente pousados

sobre mim

como borboleta em flor

cobrindo minha pele em ternuras

suaves como seda

a farfalhar sobre os poros

e os pelos.

Luzes que incendeiam

em sublime música

meu corpo aceso em sede

Sombras sobre minha noite

embalam meu sono

devassando meus sonhos

onde secretamente me assombram

estando fora e sendo dentro

espelhos de amor intenso

e imenso.




Virgínia Schall

sexta-feira, 2 de julho de 2010





"Como te enganas!
Meu amor é chama
Que se alimenta no voraz segredo,
E se te fujo é que te adoro louco...
És bela - eu moço;
tens amor - eu medo!..."
Casimiro de Abreu







segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quero uma balada nova...

Tenho estado com uma habilidade impressionante de sentir tédio. Daqueles tristes, que torturam a alma.
" Vou dá um motivo de alegria pra essa droga! "
Resolvi entrar para um grupo de teatro. Compromisso vencido, desejo antigo... Lá fui eu.

Como me sinto feliz, realizada!


Acho que não só por ser algo que me faça sentir um bem danado, mas por ser uma vontade que incomodou meu coração durante anos.


Quantas não foram as vezes que pesquisei sobre os grupos, que li livros, que atuei pra mim mesma em frente ao espelho...


" Vamos improvisar pessoal!"

Aí veio o medo, o nervoso e a vergonha?
Inevitável!

Mas completamente superável!
Era como se fosse necessário fazer aquilo.
Eu nem me sai muito bem. Principalmente na frente daqueles atores incríveis, experientes!
Mas que nada!
Incrível fui eu! Que fui lá, fiz de qualquer jeito e me senti importante, completa!

Ser outra pessoa pra fugir um pouquinho de mim.

E porque não?

Agora eu posso ser eu mesma.
Posso ser quem eu quiser.


-> Casa da Comédia Cearense : Simpatia e sensibilidade.
->Professor Hiroldo Serra: Experiência e paixão.
->Turma do turno da noite: Poesia e determinação.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Coração selvagem

Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção

Esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão


Eu quero um gole de cerveja no seu copo

No seu colo e nesse bar

Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja


Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja


Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo

Tenho pressa de viver


Mas quando você me amar, me abra
ce e me beije bem devagar

Que é para eu ter tempo, tempo de me apaixonar


Tempo para ouvir o rádio no carro

Tempo para a turma do outro bairro, ver e saber que eu te amo


Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente

Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente

Sim, já é outra viagem e o meu coração selvagem


Tem essa pressa de viver


Meu bem, mas quando a vida nos violentar

Pediremos ao bom Deus que nos ajude


Falaremos para a vida: "Vida, pisa devagar


Meu coração cuidado é frágil;

Meu coração é como vidr
o, como um beijo de novela"


Meu
bem, talvez você possa compreender a minha solidão

O meu som, e a minha fúria e essa pressa de viver

E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza

E
arriscar tudo de novo com paixão


Andar caminho errado pela simples alegria de ser


Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo


Vem morrer comigo, meu bem, meu bem, meu bem


Talvez eu morra jovem:


Alguma curva no caminho, algum punhal de amor traído


Completará o meu destino, meu bem...

Que outros cantores chamam baby

Mas hoje eu sei que volta sempre, o sol...




Amanheci de tempo nublado. Até o céu também chorou.
Falou pelo meu coração que sofria desde ontem calado... pensando naquelas coisas.











"Você me tem fácil demais, mas não parece capaz de cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs que eu te deixasse em paz
Me disse: Vai
e eu não fui.
Não faça assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que eu sou seu..."

terça-feira, 2 de março de 2010

Para quem quiser saber das minhas fraquezas...


Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal

Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real...



Nunca mais eu postei nada... Até que eu escrevo, mas como não tem net lá em casa fica ruim de postar trazendo pra lan. Quase sempre eu desisto de publicar, porque a coisa fica desatualizada...
Bem, bem... Aqui estou eu, ouvindo músicas e pensando na minha vida. Uma das coisas que eu mais fiz desde que nasci.
Corrigindo: A coisa que eu mais fiz desde que nasci. Definitivamente. ¬¬
Pensei e penso muito ainda. Muito mesmo!


Ultimamente:
Dormir, comer, ouvir (música), malhar (novidade!), militar(tenho um motivo para viver, que bom!), chorar...
Eis os verbos que vem guiando minha vida neste último período.
Estou trancada (literalmente) entre quatro paredes nessa casa que eu odeio. Não que eu esteja fazendo aquele jeitinho de “adolescente revoltada sem causa”. É que realmente eu odeio esse lugar e tenho argumentos para isso.


-> Moro em um apartamento, quente, escuro, apertado, abafado e cheio de grades porque minha mãe tem síndrome de segurança (criei agora) -> ela adora um cadeado. ¬¬
Enquanto que eu amo a luz solar, o vento e a terra. Queria muito morar em uma casa enorme, com um quintal, uma horta e animais de estimação. Um jardim com florzinhas pequenas e coloridas... :)
Pra piorar tudo isso, nós estamos reformando o apartamento, o que lógico tem um lado bom, como QUASE tudo nesse mundo. Minha mãe está fazendo a cozinha dos sonhos dela, toda revestida, organizadinha e bem bonita. Tentei dá uns pitacos e deixar ela com um toquinho de “casa da vovó” que eu adoro! Uma coisa assim meio antiguinha, por conta de alguns detalhes... Aqueles azulejos com desenhos que ficam entre as cerâmicas formando uma faixa por toda a parede. Os desenhos são de panelas, frutinhas, cebolas... O moço da loja disse para a minha mãe que já não era muito usado, mas ela foi convencida pelo preço bem mais em conta.
E também estamos reformando os banheiros, o social (mais geralzão) e o da suíte da minha mamis.
O apartamento que já era quente, abafado, escuro, apertado... Agora está com o fogão, a geladeira, o gelágua, os depósitos, pratos, tudo na sala.
Minha irmã está morando no quarto dela junto com o armário, a máquina de lavar e o microondas.
Eu estou vivendo com o computador e com a Celina (xeno) que passa o dia basicamente dormindo, comendo ou destruindo meu colchão.
Sem contar no barulho dos rapazes quebrando tudo e depois colando de novo.

Vou tentar justificar minha vagabundeza.

Bom, eu passei no vestibular como vocês já devem saber \o/ (se é que alguém acessa esse blog ¬¬). E por conta disso estou livre da física, da matemática (pelo menos por um tempo), e das chatices dos professores dizendo mentiras no nosso ouvido para nos incentivar, coisas como: É só você se esforçar que você consegue...
Estou livre de ouvir a palavra “concorrente” milhões de vezes por dia. Algo que nos faz sentir um medo horrível e raiva das pessoas que almejam o mesmo curso que a gente (é a pior coisa!).
Mas, como eu passei para o segundo semestre, as minhas aulas só começam em Agosto.
Lara: “Pádua o que será que eu vou fazer até o começo das aulas?”
Pádua¹: “ Ah você fica ‘coçando o saco...’ ”
Lara: “Mas eu não tenho saco...”
Pádua: “Então você arranja outra coisa pra fazer.”
Bem, e foi o que eu arranjei pra fazer, sentir tédio, muito tédio!
Daqueles que dão uma angústia terrível de vê a vida passando lá fora, o mundo explodindo, milhões de coisas acontecendo, Raul Seixas tocando nos bares pela cidade e pessoas rindo, se divertindo, tantas emoções e eu aqui vendo minha gata dormindo na minha cama.
Tenho dormido muito, e dormido mal, principalmente por causa desse calor insuportável.
Nem de ler eu tenho tido paciência.
E chorado... Porque chorado?
Não sei...
Tenho estado beeem frágil. Ou seja, fresca.
São músicas, fotos, seções de nostalgia, a mínima discussão que eu tenho com minha mãe, os elefantes da reportagem do globo repórter, a vez que eu ligo e meu namorado não retorna, as poesias que eu rabisquei nas paredes do quarto, tudo é motivo para derramar algumas lágrimas.
Acho que estou me sentindo só.
Não sou mais a garota rodeada de amigos que era antes. Comunicativa, corajosa... Nessa questão eu regredi muito. Tenho sido uma garota tímida, insegura, que fala baixo e rir olhando pro chão.
Eu não era assim... Não sei o que me fez mudar.
Fazia peças teatrais na rua, grupo de dança, apresentava trabalho na frente de uma platéia lotada no microfone e era sensacional. Isso eu era mesmo.
Hoje eu tenho outras fraquezas, algumas ainda são as de antes...
Uma coisa eu não mudei:
Continuo entendendo todo mundo!
Ai que raiva! Como isso me irrita.
Todos os pivetes me chamavam por apelido e os mais espertinhos diziam “Lá vai a defensora dos ofendidos!” :P
Gente... Eu tenho muito raiva disso. De entender as pessoas como eu entendo. Não consigo sentir raiva de uma pessoa durante muito tempo e quando tem briga eu quase sempre me convenço que realmente sou eu a errada... Mesmo estando certa. E o que me faz sentir raiva mesmo é porque em uma briga ninguém consegue me entender e dizer: “Você tem razão! Desculpe-me...” porque às vezes, pessoas, mesmo estando errada e sabendo disso, como eu quase sempre sei, é só isso que eu gostaria de ouvir. Alguém dizendo que me entende pra que depois eu não precise me trancar e resolver as angústias do meu coração sozinha, como eu SEMPRE faço.
Lá vou eu chorar de novo...
Vou parar de compartilhar meus transtornos psicológicos com vocês. Kkkkkk



1. Pádua: Um amigo meu do partido.